Stifa promove bate-papo sobre violência no ambiente de trabalho

Delegada Raquel Schneider e a policial Suelen Maurin, da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), participaram do encontro para diferenciar as formas de assédio no cotidiano do trabalho

 

Santa Cruz do Sul – O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias do Fumo e Alimentação de Santa Cruz do Sul e Região (Stifa) promoveu um bate-papo para tratar sobre o tema da violência no ambiente de trabalho. As convidadas, da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), delegada Raquel Schneider e a policial Suelen Maurin explicaram as diferenças entre assédio moral e assédio em importunação sexual. Conforme a delegada, a melhor maneira de evitar estes tipos de crime dentro das entidades é por meio da promoção do diálogo e do esclarecimento sobre as diferentes formas de violência.

Segundo a titular da Deam, existem diferenças claras entre os tipos de assédio e violência sexual, e o principal fator para coibir essas práticas no cotidiano das empresas é, primeiramente, conhece-las. “Assédio sexual faz parte de um tipo de condutas que têm outra origem. Geralmente ocorre em esferas diferentes, em níveis hierárquicos distintos. Já quando a situação ocorre entre colegas do mesmo nível hierárquico, estas condutas podem ser enquadradas como importunação sexual”, explica.

Já no que se refere ao assédio moral reside, conforme a delegada Raquel, nas formas de constrangimento ao funcionário, com falas vexatórias, que podem se configurar como injúria. “O assédio moral não precisa de ascensão hierárquica, já o sexual sim, por isso é muito importante que haja diálogo no cotidiano entre as pessoas, para que situações como estas sejam monitoradas e até mesmo evitadas”, reforça.

A policial Suelen Maurin ressalta que os crimes sexuais geralmente são praticados às escondidas, assim como se da a questão da violência doméstica. “É preciso ficar atento para fazer com que este tipo de conduta seja inadmissível em qualquer ambiente. Os canais da polícia estão abertos às denúncias anônimas, já na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, onde a recepção às vítimas é sempre acolhedora”, destaca, ao dizer que a promoção de um ambiente de trabalho mais humano e salutar, são formas de atuar junto à prevenção de crimes e situações nestas esferas.

 

Canal aberto à denúncia

 

Para o presidente do Stifa Éder Rodrigues, a denúncia de situações ligadas aos diferentes tipos de assédio e crimes de violência sexual precisam ser denunciados sempre que detectados. No site do Sindicato, inclusive, foi criado um canal anônimo de denúncias, que é aberto aos trabalhadores da entidade para que, sentindo-se em situação de vulnerabilidade diante de crimes desta natureza, podem contar com o auxílio da entidade para realizar a denúncia. “É muito importante que se promova momentos como o que tivemos aqui no Sindicato, com a presença da delegada Raquel e da policial Suelen, para que existe esta conversa. Entendemos que não podemos ser permissíveis com práticas desta natureza, que essencialmente devem ser denunciadas”, complementa Rodrigues.