Stifa leva a voz dos trabalhadores à COP-11 e reforça necessidade de diálogo sobre o futuro do tabaco
Participação em Genebra simboliza o compromisso da categoria em abrir portas para um debate mais transparente sobre emprego, renda e políticas globais de controle do tabaco
Santa Cruz do Sul – O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias do Fumo e Alimentação de Santa Cruz do Sul e Região (Stifa) integra a comitiva brasileira que acompanha a 11ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco, a COP-11, realizada entre 17 e 22 de novembro, em Genebra. Mesmo sem acesso às sessões oficiais, o Stifa considera essencial estar presente para representar diretamente a perspectiva dos trabalhadores da indústria e do campo, que dependem da cadeia produtiva do tabaco para sua renda e estabilidade econômica.
A participação ocorre ao lado de parlamentares, gestores municipais e entidades setoriais que buscam acompanhar de perto as discussições internacionais e alertar para eventuais riscos que decisões externas possam trazer ao setor. O presidente Éder Rodrigues destaca que o sindicato atua para garantir que a posição brasileira nas negociações não desconsidere a relevância econômica e social da cadeia produtiva. “Nossa presença na COP-11 reafirma que o debate sobre o tabaco não pode ignorar a realidade dos trabalhadores que sustentam essa atividade.”
A comitiva segue para a Suíça no dia 15 de novembro para acompanhar os desdobramentos da conferência, marcada novamente pela ausência de transparência e pela negativa de acesso às discussões internas. Para o presidente do Stifa, a limitação imposta aos representantes democráticos e às entidades de classe compromete o equilíbrio do debate internacional. “Decisões globais que afetam milhões de famílias brasileiras não podem ser tomadas sem diálogo aberto, sem escuta e sem a participação de quem vive essa cadeia produtiva no cotidiano”, salienta.
O Stifa reforça que seguirá defendendo a necessidade de participação efetiva dos trabalhadores em fóruns internacionais que impactam a renda rural, os empregos industriais e a sobrevivência de comunidades inteiras que dependem do tabaco. Para o presidente, a presença em Genebra simboliza um movimento de resistência e construção. “Estamos aqui para abrir portas, mostrar que o trabalhador precisa ser ouvido e garantir que qualquer decisão respeite a complexidade social e econômica do setor no Brasil.”